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Lobos de Calla lança "Sala de Emergência"!

April 6, 2017

A invisibilidade social é tema do novo clipe da Lobos de Calla. “Sala de Emergência” é um dos destaques do novo álbum do trio belorizontino e acompanha um personagem sem rumo pelas ruas do centro da capital mineira. A produção independente vem para trazer nova luz sobre o elogiado álbum “Às Vezes Eles Voltam”, lançado em janeiro.

Em cena, o vocalista e guitarrista Eduardo Ladeira coloca em sua performance toda a intensidade da letra, embalada por um arranjo crescente. Versos como “o tempo está fechado / como o rosto de quem passa” inspiraram uma crônica urbana cantada por um morador de rua, mostrando a visão de quem mal é percebido pelas pessoas com quem divide a cidade.


 Não por acaso, as cenas perderam as cores. “Acredito que o preto e branco se enquadra melhor na própria estética musical da faixa. Ela possui uma espécie de mantra com um ar bem denso, e por mais que possua várias camadas sonoras, são variações do mesmo preto e branco das imagens”, revela Eduardo. Além dele, a banda é formada por Bernardo Silvino (baixo) e Diego Mancini (bateria).

A ideia do roteiro veio da vontade de retratar um personagem urbano vivendo em meio às mazelas da cidade, interpretando seus lamentos e questionamentos. As imagens só ganharam vida quando os músicos chegaram à rua para a captação, sem saber o que esperar das ruas no entorno da Praça da Estação, em Belo Horizonte. “Não posso afirmar que havia um roteiro, apenas deixamos a cidade falar por si própria e fizemos o registro”, completa o vocalista.

 “Sala de Emergência” já é o segundo clipe deste novo trabalho - “Quase nada” foi a primeira a estrear em vídeo. “Sala” foi escolhida como single pela potência da letra, um verdadeiro desabafo de Ladeira, que assina como autor, e pelo seu arranjo. O objetivo é trazer visibilidade não apenas para o trabalho da banda, mas também pela abordagem densa de a marginalização social para certas parcelas da sociedade. “É o tipo da música que dialoga bem com outras manifestações artísticas, como o cinema e o próprio grafite, que inserimos por meio de imagens captadas no local”, conclui o compositor.

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