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Resenha: Ventura Sinfônico

February 14, 2017

 

No último sábado (11/02) rolou o show da turnê da Orquestra Petrobras Sinfônica, no qual ela toca as músicas de "Ventura", terceiro álbum do Los Hermanos. E se você não foi, a gente marcou presença pra te contar um pouco do que rolou.
 

Comandada pelo Maestro Felipe Prazeres e contando com o trompista que gravou em "Ventura" na orquestra, o show teve uma abertura arranjada por Marcelo Camelo. A abertura começou bem intimista e, aos poucos, os instrumentos médios foram chamando o público, e foi-se mostrando como um medley das músicas com as flautas fazendo as frases e ganhando intensidade em alguns momentos. Depois de uma abertura dessa, não tinha como esperar um show fraco ou mediano.
 

Pra começar a tocar as músicas do "Ventura" foi convidado ao palco Rodrigo Costa (Ex-Forfun, Tivoli, Carranca), que falou que estava feliz por cantar Los Hermanos com a orquestra, já que ele veio do punk rock. As músicas foram tocadas na ordem do CD e o “Samba a Dois” mostrou que a escolha de Rodrigo foi ótima, com um vocal que acompanhava toda a suavidade da música e da orquestra.

 

 

“O Vencedor” teve sua introdução feita por violinos, a bateria se manteve suave, o que deixou a entender que a música não ganharia intensidade, mas só deixou a entender mesmo; quando menos se esperava, entrou um vocal enérgico com uma intensidade mais que merecida. Que time de sopros, meus amigos!

 

Se tem uma coisa que fã de Los Hermanos sabe fazer é cantar alto, e quando tocou “Tá bom”, quem fez o vocal foi o público, mostrando que estava ali pra participar. Seguido por “Último Romance”, entra Roberta Campos. Logicamente, o vocal ficou bem suave e os riffs ficaram por conta dos instrumentos mais graves no início e nos mais agudos depois.

 

“Sétimo Andar”: o público voltou a soltar a voz, mas o que mais me chamou a atenção foi ouvir agudos e graves se completando e fazendo coisas diferentes. As frases ficaram por conta dos sopros.

 

“A Outra”: Rodrigo cantou com tamanha maestria que não era possível saber se ele estava acompanhando os médios da orquestra na voz ou os médios da orquestra que estavam acompanhando a voz dele.

 

E quem falou que show de orquestra é parado, não viu a OPES tocando “Cara Estranho”! O público começou a cantar com intensidade - a resposta durante a música foi surreal! A música estava completamente enérgica, e tive a impressão que estava um pouco mais rápida. A sincronia das cordas e sopros durante as viradas da música eram de deixar qualquer um impressionado.

 

“O Velho E O Moço” trouxe de volta a cara mais intimista do show, já que ela era bem mais calma, sem abusar dos agudos, a música foi toda assim e trouxe um ar mais cult pro show.

 

“Além Do Que Se Vê” foi acompanhada pela voz da Roberta e teve uma atmosfera mais repetitiva dos médios, o que a tornou bem interessante de escutar. O público se animou e fez questão de soltar a voz no volume máximo, sem contar a extensão vocal que a Roberta Campos demonstrou.

 

“Assim É Que Se Faz” foi a única música que eu mudaria alguma coisa e faria um dueto entre o Rodrigo e a Roberta, ao invés de apenas um cantar. A música em si já é muito boa, e o final dela começando com sopros, e entrando todo mundo depois, foi maravilhoso.  “O Pouco Que Sobrou” mostrou que se é pra fazer um swing a OPES faz com categoria, e eu adoraria ter a versão deles no Spotify, pois mesmo sem acompanhamento de voz, as frases nos médios e agudos soavam com perfeição.

 

“Conversa De Botas Batidas” não tem muito como descrever, Roberta Campos cantou, o público cantou tão alto quanto e a música acabou da maneira mais suave possível. Sim, foi maravilhoso assim!

 

 

“Deixa O Verão”: ficou a maior vibe meio jazz e queria falar de novo: muito obrigado pessoal do sopro, vocês são fod*s! E se a OPES se animou, o público se animou ainda mais, e com uma percussão que encaixava em cada compasso e uma suavidade incrível no verso, pra música ficar melhor, só quando eles deixaram o refrão na voz do público. Quebraram tudo no final e foram merecidamente ovacionados.

 

“Do Lado De Dentro” com um início calmo mais convidando a apreciar o que iria vir, o dueto que eu tanto espera ouvir era agora e foi a Roberta quem começou. Rodrigo entrou junto com a percussão e no contexto da música só dava pra se pensar que time que foi formado ali, com o Rodrigo assumindo a primeira voz e a Roberta se encaixando perfeitamente na segunda.

 

“Um Par” conseguiu manter um equilíbrio entre ser reta e swingada. Prazeres, como fez em várias músicas, chamou o público e foi respondido com palmas e a música sendo cantada no volume que a galera já tinha se acostumado a cantar durante o show.

 

A última música do CD é talvez uma das mais esperadas pelos fãs emocionados. Quando a OPES começou "De Onde Vem A Calma" foi respondida com um coro que honrou toda a apresentação, com as frases nos médios e graves, aproveitando cada nuance. Pra completar o público soltando a voz, as palmas e as lágrimas.

 

O show chegou ao fim da melhor forma possível, porém o público queria mais e eles tinham nada menos que “Pierrot” ensaiado. E a Fundição foi a loucura! Imagina a OPES tocando “Pierrot” da melhor forma possível e todo mundo em êxtase? Foi isso! Eles repetiram depois “Cara Estranho” e “Deixa O Verão” e dessa vez o público estava mais animado, então a energia foi indescritível. Para além, mais uma vez “Pierrot” porque nunca é demais pra fechar!

 

Fotos: Coletivo Clap - Gabi Carrera

Obrigado! =-) 

 

 

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